segunda-feira, 26 de abril de 2010

A volta ao lar e a fome da alma


Nossa alma tem fome..fome do que?A fome da alma é aquele sentimento que surge dentro da gente e não sabemos bem explicar, mas ansiamos por algo. É aquele "esta faltando alguma coisa". A alma, e quero dizer não em conotação espiritual, mas como o nosso ser mais íntimo, mais verdadeiro, nosso verdadeiro self, precisa ser alimentada. Alimentada de vida criativa e do nosso contato com ela. Passamos os dias, as semanas e os meses trabalhando e nos preocupando em cuidar dos outros e nos esquecemos de nós mesmos, tiramos a nossa "pele de alma"e vamos vivendo a vida, sem alimentá-la, fazendo coisas que não gostamos, nos relacionando com pessoas que não nos fazem feliz, esquecendo de olhar pra dentro de nós. E quando isso acontece, nosso coração se enfraquece, nossa alma fica anêmica, nossa pele resseca e nossos olhos perdem o brilho...Quando isso acontece é hora de retornar ao lar.Que lar? Nosso lar, nosso EU interior.


Existem diversas formar de retornar ao lar, é só pensar em algo que nos traz felicidade...seja fazer o curso, encontrar uma pessoa querida, escrever uma coluna num blog, assistir aquele filme que vc queria tanto...fechar a porta do quarto e reservar um tempo pra fazer o que quiser, terminar aquele relacionamento que está te machucando,largar aquele emprego ou simplesmente secar os cabelos ao sol, fazer um retiro espiritual, se matricular na academia ou num curso de pintura. Sentar embaixo de uma árvore e ouvir a sua alma te dar conselhos...ler um bom livro.Se concentrar em se desligar do mundo e se ligar em vc!Praticar a solidão voluntária....questionar: o que preciso mais? O que preciso menos? Mas isso tem que ser constante em nossa vida, não um momento único.


Na maioria das vezes, não é a procura do caminho de volta ao lar que é difícil, mas sim a despedida em si, deixar para trás coisas e situações que sabemos que não estão boas, nos desapegar.


No entanto, não é apenas saudável que isso aconteça, mas absolutamente necessário!


Comecemos...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vulcão em Mim


Estava eu aqui pensando sobre esse vulcão da Islândia...ele entra em erupção, derrama lava em quem estiver por perto, por um tempo, aí acalma, mas por muito tempo ainda pode ficar soltando suas cinzas...com consequências, continuando a interferir na vida das pessoas...E a nossa vida, as nossas palavras, nossas atitudes também não são assim??? Quantas vezes falamos coisas e palavras pesadas, descontamos nossa frustração e infelicidade em que está a nossa volta, agimos com desdém, com raiva ou com desrespeito....aí pensamos, refletimos, acalmamos...pedimos perdão, pedimos uma 2a chance...mas e as cinzas que foram produzidas, não ficarão flanando ainda por algum tempo no ar?Causando ainda incômodo, talvez até dor?

Antes de agir como uma tempestade, que tal respirar fundo uma, duas, dez...mil vezes e ter certeza do que queremos fazer ou falar?Será que é impulso?Vai nos fazer feliz, vai ajudar a melhorar a nossa vida ou somente estamos querendo por pra fora, erupcionar?

Cuidado, cuidado, muita calma nessa hora...algumas feridas simplesmente não fecham.

domingo, 4 de abril de 2010


"A espécie de felicidade de que preciso

Não é tanto a de fazer o que eu quero,

Mas a de não fazer o que eu não quero"


(Jean-Jacques Rousseau)

terça-feira, 30 de março de 2010


Perder-se também é caminho...
(Clarice)

sábado, 27 de março de 2010


Sua liberdade termina onde começa a minha

terça-feira, 16 de março de 2010


"Há sempre algo de ausente que me atormenta" - Camille Claudel



quarta-feira, 10 de março de 2010

Amigos...


Este ano que passou foi o ano das amizades...É preciso força pra manter um amigo em meio a selva de pedra que é a cidade de São Paulo...existe a vontade, a saudade, mas também o cansaço, a preguiça, o egoísmo...entretanto hoje eu em dou conta que atravessar a cidade no caos do trânsito e chuva após horas de trabalho ou pós plantão é um preço muito pequeno que se paga por uma amizade genuína...o retorno é muito melhor e compensa!!! Tantas vezes eu me deixei dominar pelo cansaço e deixei de ver uma pessoa amiga, mas hoje eu admito que foi um erro...Apesar disso, eu nunca deixei de investir nas minhas amizades!De alguma forma sempre procurei as pessoas queridas! Nesses dois anos que morei em Sampa conheci muita gente...e tive amigos que me fizeram rir, que me apoiaram quando eu precisei e aqueles que me fizeram companhia, seja num almoço corrido no meio da semana ou um lanche no fim da tarde...amigos que se hospedaram na minha casa só pra poderermos passar mais tempo juntos e colocarmos o papo em dia...outros foram ombros fortes onde chorei e busquei conforto, outros foram verdadeiros irmãos/irmãs, que só de receber uma mensagem ou email perguntando como estavam as coisas faziam-me sentir muito querida...isso pra não falar dos amigos e companheiros de horas interminaveis de plantão, como foram fundamentais as risadas e a solidariedade na madrugada... E por fim, tiveram aquelas amizades que voaram como folhas ao vento, foi bom enquanto durou, mas quando uma das partes não tem interesse, nao adianta insistir...amizade é uma via de duas mãos, correto???Uma pena, mas enfim...

Por tudo isso e por muitas outras coisas, queridos amigos: obrigada!!!!